Sobre a LojaO que a gente quer ser daqui a dez anos
Por Tiemi — consultora de enxoval · 4 min de leitura
Neste post
- O que não pretendemos mudar
- Continuar fazendo uma coisa só
- Ser a referência em vestir o bebê
- Alcançar quem não pode vir
- Ampliar o que acontece dentro da loja
- Continuar produzindo conteúdo
- Passar adiante
- O que não queremos virar
- Como a gente vai medir
- Onde a gente quer estar
- O risco que a gente reconhece
- O que a gente pede a você
Depois de quarenta e dois anos, faz sentido olhar para a frente. Este texto é um registro público do que a gente pretende — em parte porque é bom deixar isso claro para quem acompanha, e em parte porque escrever cobra.
O que não pretendemos mudar
Começamos pelo mais importante. Os quatro princípios continuam: sorria sempre, honestidade acima da venda, cliente é visita, estamos aqui amanhã. E continua a frase do Kazuo — que o cliente vire amigo, acredite que somos família para ele, e que a cidade goste da gente. Se daqui a dez anos alguma dessas coisas tiver saído, terá dado errado.
Continuar fazendo uma coisa só
Não pretendemos voltar a ser uma loja de muitas categorias. A decisão de trabalhar só com enxoval de bebê é o que permite conhecer profundamente cada peça, cada tamanho e cada dúvida. A tentação de ampliar aparece de tempos em tempos, e a resposta continua sendo não.
Ser a referência em vestir o bebê
Essa é a ambição mais concreta. Não queremos ser mais um blog de maternidade, disputando espaço em um assunto amplo demais. Queremos ser o lugar em que se busca resposta quando a pergunta é sobre roupa: tamanho, tecido, quantidade, lavagem, conservação, acessório, segurança. É uma especialidade estreita e é exatamente onde já somos bons.
Alcançar quem não pode vir
O atendimento à distância, que nasceu por necessidade em 2020, deve crescer. Existe muita gente em cidades da região e fora dela que não consegue chegar até o Centro de Sorocaba, e que merece o mesmo atendimento de quem senta aqui. Melhorar isso é uma prioridade clara.
Ampliar o que acontece dentro da loja
Os encontros, rodas de conversa e workshops mostraram que o espaço serve para mais do que vender. A intenção é aumentar a frequência e a variedade desses encontros, mantendo o formato pequeno — porque é o tamanho reduzido que permite que todo mundo fale.
Continuar produzindo conteúdo
Blog e podcast vieram para ficar. A régua permanece a mesma: só entra o que nasce de pergunta real, feita por gente real, no balcão ou nos encontros. Nada escolhido por assunto do momento. Se em dez anos o conteúdo tiver virado produção genérica, também terá dado errado.
Passar adiante
Somos três gerações trabalhando ao mesmo tempo. Em dez anos, essa composição vai ter mudado. O desafio é fazer a transição sem perder o jeito — que é justamente a parte mais difícil de qualquer negócio familiar, e a razão pela qual tantos não atravessam a terceira geração.
O que não queremos virar
Não queremos virar uma operação em que ninguém responde pessoalmente pela orientação que deu. Não queremos crescer a ponto de o atendimento virar script. E não queremos ser mais uma loja em que a pessoa entra, é abordada por alguém treinado para vender e sai com mais do que precisava.
Como a gente vai medir
Não por faturamento. Os indicadores que interessam continuam sendo os mesmos: a mãe volta no tamanho seguinte? Volta na chegada do segundo filho? Traz a irmã? Escreve para contar que o bebê nasceu? Se essas respostas continuarem sendo sim daqui a dez anos, o resto se resolve.
Onde a gente quer estar
No mesmo lugar: Rua Maylasky, 28, Centro de Sorocaba. Construir esta sede foi o resultado de um período difícil, e a intenção é que ela continue sendo o endereço em que as pessoas sabem onde nos encontrar. "Estamos aqui amanhã" é literal.
O risco que a gente reconhece
O maior risco de um negócio como o nosso não é a concorrência, é o crescimento mal conduzido. Quando uma loja cresce rápido demais, o atendimento vira processo, o processo vira script e o script apaga justamente o que fazia diferença. Crescer com cuidado, mesmo que devagar, é uma decisão consciente — e é o que pretendemos continuar fazendo.
O que a gente pede a você
Se em algum momento você perceber que a gente saiu do rumo — que o atendimento ficou apressado, que a orientação virou empurrão de venda, que a paciência acabou —, diga. Preferimos ouvir isso de quem nos conhece do que descobrir tarde demais. É esse retorno que mantém uma loja fiel ao que ela dizia ser.
Sobre quem escreve
Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.
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