Mãe abraçando o bebê sorridente no quartoFamília

Agora eu entendo a minha mãe

Por Tiemi — consultora de enxoval · 3 min de leitura

Neste post
  1. O que a gente só enxerga depois
  2. As cenas que mudam de sentido
  3. Entender não é idealizar
  4. O que dizer para ela
  5. E se ela não estiver mais aqui
  6. Três gerações na mesma sala

Tem uma frase que quase toda mulher diz em algum momento do primeiro ano com um bebê em casa, geralmente de madrugada, geralmente sozinha: "agora eu entendo a minha mãe". Ela chega sem aviso. Às vezes vem no meio de uma mamada, às vezes quando você percebe que está repetindo, palavra por palavra, uma bronca que jurou nunca dar.

Este texto é sobre essa descoberta. E sobre o que fazer com ela.

O que a gente só enxerga depois

Enquanto somos filhas, a mãe é um cenário. Ela está lá, a comida aparece, a roupa volta limpa para a gaveta, alguém lembra da vacina e do casaco. A gente não vê trabalho, vê o mundo funcionando.

Quando o bebê chega, o cenário vira bastidor. Você descobre quanto custa cada coisa que parecia acontecer sozinha: a noite em claro, o almoço comido em pé, a preocupação que não desliga nem quando todo mundo dorme. E de repente as lembranças da infância ganham outra legenda.

As cenas que mudam de sentido

Quase toda mãe tem uma lista parecida.

- O prato mais bonito que sempre ia para os filhos, e ela dizia que não estava com fome. - A pergunta "levou o casaco?", que irritava e hoje sai da sua boca sem pedir licença. - A porta do quarto que ela abria de noite só para conferir se você estava respirando. - O cansaço que ela nunca nomeou, porque não havia para quem contar. - As vezes em que ela perdeu a paciência, e que hoje você entende de onde vieram.

Nada disso apaga o que foi difícil. Entender não é concordar com tudo. Mas é olhar para a mesma história com mais informação.

Entender não é idealizar

Vale dizer com clareza: nem toda relação entre mãe e filha é fácil, e a maternidade não conserta sozinha o que ficou torto. Há mães que não puderam ou não souberam cuidar, e há filhas que precisam de distância para ficar bem. Se esse é o seu caso, este texto não é uma cobrança.

Para muita gente, porém, virar mãe abre uma conversa que estava fechada. Não porque a mãe mudou, mas porque você passou a conhecer o peso que ela carregava com os recursos que tinha na época, quase sempre menores do que os seus.

O que dizer para ela

Não precisa ser um discurso. As frases que mais tocam costumam ser curtas e específicas.

- "Eu não sabia que dava tanto trabalho. Obrigada." - "Lembrei de você hoje, quando fiquei acordada a noite inteira." - "Como você dava conta de três?" - "Me conta como foi quando eu nasci."

Essa última pergunta costuma render uma tarde inteira. Muitas avós nunca foram perguntadas sobre o próprio puerpério, e têm histórias guardadas há décadas esperando alguém querer ouvir.

E se ela não estiver mais aqui

Para quem perdeu a mãe antes de ter filhos, essa compreensão chega junto com uma saudade nova. Algumas mulheres escrevem uma carta que não vai ser enviada. Outras contam para o bebê quem foi a avó, mostram fotos, repetem uma receita ou uma cantiga. São formas de manter a conversa.

Três gerações na mesma sala

Uma das cenas mais bonitas da maternidade é a avó com o neto no colo e a filha olhando. Ali estão três gerações e uma linha de cuidado que passa de uma para a outra, com erros, acertos e muito amor no meio.

A gente vê essa cena no balcão da loja. Avó e filha escolhendo juntas a primeira roupinha, uma lembrando do enxoval que fez há trinta anos, a outra aprendendo o que mudou. Se você quiser viver esse momento com calma, venha com a sua mãe até a Tiemi, na Rua Maylaski, 28, no Centro de Sorocaba. E, se preferir começar de casa, aqui no site você monta a lista de enxoval personalizada, de graça, e traz pronta para conversar com a gente.

Sobre quem escreve

Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.

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