Mãe com bebê no colo ao lado de roupinhas em uma araraRoupas de Bebê

Roupas de bebê em viagem de avião: bagagem de mão e trocas em voo

Por Tiemi — consultora de enxoval · 4 min de leitura

Neste post
  1. A roupa do voo
  2. Como lidar com o ar-condicionado da cabine
  3. Quantas mudas levar na bagagem de mão
  4. Leve uma camiseta extra para você
  5. Como trocar a fralda a bordo
  6. Decolagem, aterrissagem e os ouvidos
  7. Itens que valem espaço na mochila
  8. Algo vai dar errado, e tudo bem

Viajar de avião com um bebê tem uma logística própria, e a roupa é uma parte maior dessa equação do que a maioria das pessoas imagina. O espaço é apertado, o banheiro é minúsculo, a temperatura da cabine muda ao longo do voo, e a possibilidade de um escape de fralda a trinta mil pés de altitude é bastante real. Com algumas escolhas certas antes de sair de casa, o voo fica muito mais tranquilo.

A roupa do voo

Comece pela roupa que o bebê vai vestir durante o voo. A escolha ideal é uma peça confortável, de algodão, folgada, sem botões nas costas e fácil de abrir por completo. Macacões com zíper de duas vias, que abrem de baixo para cima, são excelentes, porque permitem trocar a fralda sem despir o bebê inteiro. Evite roupas com muitos botões de pressão, que exigem paciência e boa iluminação, duas coisas que faltam no banheiro de um avião. Meias antiderrapantes ajudam para o caso de o bebê ficar um pouco no chão da sala de embarque ou engatinhar sobre a poltrona.

Como lidar com o ar-condicionado da cabine

Sobre a temperatura, a cabine costuma ser fria, mesmo em voos para destinos quentes, e o ar-condicionado é mais intenso perto das janelas e no início do voo. A estratégia de camadas resolve: base de algodão, uma segunda peça de manga longa e um casaquinho ou manta leve por cima. Assim você ajusta conforme o voo avança, sem precisar trocar de roupa. Leve sempre um par extra de meias, porque pés frios são a causa mais comum de desconforto e choro nessas situações.

Quantas mudas levar na bagagem de mão

Na bagagem de mão, a regra é levar mais mudas do que você levaria em um passeio comum, e não menos. O cálculo prático é uma muda completa para cada duas horas de viagem, contando o tempo total de deslocamento, incluindo aeroporto, conexões e transporte até o destino. Para um voo doméstico de duas horas, duas mudas resolvem. Para um voo internacional longo, quatro ou cinco não é exagero. Guarde cada muda em um saquinho separado, com body, peça de baixo e meias juntos, para que a troca no banheiro exija apenas pegar um pacote.

Leve uma camiseta extra para você

Não se esqueça de você. Levar uma camiseta extra para o adulto que estiver com o bebê no colo é uma das dicas mais úteis e mais ignoradas. Golfadas, vazamentos e derramamentos atingem quem carrega tanto quanto quem é carregado, e passar dez horas com a roupa suja é bem pior do que carregar uma peça extra.

Como trocar a fralda a bordo

Para a troca em si, prepare-se para fazê-la em um espaço mínimo. A maioria dos aviões maiores tem trocador no banheiro, mas nem todos, e ele costuma ser estreito e desconfortável. Um trocador portátil dobrável é essencial, junto com lenços umedecidos, sacos plásticos para lixo e roupa suja, e fraldas em quantidade generosa, calculadas com folga em relação ao tempo de viagem, porque atrasos acontecem. Vale também trocar a fralda pouco antes do embarque, para adiar a primeira troca a bordo.

Decolagem, aterrissagem e os ouvidos

Outro cuidado é com a decolagem e a aterrissagem. A variação de pressão incomoda os ouvidos, e a recomendação clássica é oferecer o peito, a mamadeira ou a chupeta nesses momentos, porque a deglutição alivia. Para isso, a roupa da mãe importa: uma blusa que permita amamentar com discrição, sem precisar se levantar ou se contorcer no assento, faz uma diferença enorme.

Itens que valem espaço na mochila

Alguns itens complementares valem espaço na mochila. Um cobertor ou manta leve serve como cobertor, apoio, barreira contra o ar-condicionado e superfície limpa. Um babador extra evita trocas completas. E, se o destino tiver clima muito diferente do de origem, deixe separada, no topo da bagagem de mão, uma peça adequada ao clima da chegada, porque desembarcar de macacão de plush em trinta e cinco graus, ou de body de manga curta em dez graus, é um começo ruim de viagem.

Algo vai dar errado, e tudo bem

Por fim, aceite que algo vai dar errado, e tudo bem. Um bebê que chora no avião não é um problema moral, é um bebê. Estar preparada com roupa limpa, camadas ajustáveis e trocas rápidas não elimina o imprevisto, mas devolve o controle sobre a parte que dá para controlar, e isso já é o suficiente para transformar a viagem em algo perfeitamente possível.

Sobre quem escreve

Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.

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