Mãe com bebê no colo ao lado de roupinhas em uma araraRoupas de Bebê

Acessórios úteis x supérfluos: no que vale gastar

Por Tiemi — consultora de enxoval · 4 min de leitura

Neste post
  1. Os que valem cada centavo
  2. Os que dependem da sua rotina
  3. Os francamente supérfluos
  4. Os que exigem cautela
  5. Onde vale investir mais
  6. O teste das três perguntas
  7. Compre depois, não antes
  8. Aproveite o que circula
  9. O supérfluo tem lugar

Entre em qualquer loja de enxoval e você encontrará dezenas de acessórios apresentados como indispensáveis. Alguns realmente resolvem problemas do dia a dia; outros existem porque são bonitos na prateleira e na foto do chá de bebê. Separar os dois grupos é uma das decisões que mais economizam sem tirar nada de essencial da rotina.

Os que valem cada centavo

Alguns itens aparecem em toda lista de mães experientes. Babadores em quantidade, especialmente na fase de salivação, evitam trocas completas de roupa várias vezes ao dia. Uma boa manta de musselina cumpre cinco funções diferentes. O saco de dormir substitui cobertores soltos com mais segurança e não sai do lugar. Meias em número generoso, porque somem. E, embora quase nunca apareça nas listas, o extensor de body, que estende a vida útil de peças que ficaram curtas.

Os que dependem da sua rotina

Há um grupo intermediário, que é ótimo para umas famílias e inútil para outras. Sling e canguru são transformadores para quem sai muito a pé ou tem um bebê que só dorme no colo, e ficam guardados em outras casas. Capa de chuva de carrinho é essencial em cidade chuvosa e dispensável em quem se desloca de carro. Saco térmico de carrinho é indispensável no Sul e desnecessário no Nordeste. Aqui, a pergunta não é se o item é bom, e sim se ele resolve algo na sua vida.

Os francamente supérfluos

Alguns itens são consistentemente pouco usados. Sapatos rígidos antes de a criança andar não têm função. Kits de berço com protetores e travesseiros, além de caros, não são recomendados para o sono seguro. Aquecedor de lenços umedecidos, escova de cabelo para bebê careca, conjuntos de festa comprados com meses de antecedência, e a maior parte dos acessórios decorativos entram nesse grupo. São compras afetivas, e tudo bem que existam — desde que sejam reconhecidas como tal.

Os que exigem cautela

Existe uma categoria que merece atenção especial, porque envolve segurança. Colares de âmbar e similares são desaconselhados por risco de estrangulamento e engasgo. Protetores de cinto e redutores de assento vendidos separadamente comprometem o funcionamento da cadeirinha do carro. Almofadas de posicionamento para sono e qualquer objeto macio dentro do berço vão contra as recomendações de sono seguro. Aqui, o critério não é economia, é risco.

Onde vale investir mais

Como regra, itens que envolvem segurança e uso diário prolongado merecem o melhor orçamento disponível: cadeirinha do carro, colchão do berço, carrinho, se você o usa muito. Já itens de uso curto ou eventual — roupas de ocasião, acessórios de fase, decoração — aceitam bem opções mais simples, usadas ou emprestadas.

O teste das três perguntas

Antes de comprar qualquer acessório, três perguntas resolvem a maior parte das dúvidas. Que problema concreto isso resolve na minha rotina? Existe algo que eu já tenho que resolveria o mesmo? Por quantas semanas ou meses ele será usado? Um item que resolve um problema real, que não tem substituto e que dura meses é uma boa compra. Um que falha em duas dessas perguntas quase sempre vira gaveta.

Compre depois, não antes

Talvez a orientação mais útil de todas: a maior parte dos acessórios pode e deve ser comprada depois que o bebê nasce. Só a convivência revela se o seu bebê odeia o carrinho e ama o sling, se golfa muito ou pouco, se sente frio ou calor. Comprar antes é apostar em um bebê imaginário; comprar depois é resolver um problema que existe.

Aproveite o que circula

Muitos acessórios são usados por poucos meses e ficam em ótimo estado. Redes de repasse entre famílias, grupos de mães e bazares de troca são a melhor forma de experimentar itens do grupo intermediário sem investir. Se funcionar, você compra; se não, devolve ou repassa adiante.

O supérfluo tem lugar

Vale terminar sem moralismo. Nem toda compra precisa ser funcional. Comprar aquele sapatinho de crochê que nunca vai proteger pé nenhum, ou a roupinha de saída da maternidade que será usada uma vez e guardada para sempre, é legítimo e faz parte da alegria dessa fase. O problema não é o supérfluo em si — é ele ocupar o orçamento do que era essencial.

Sobre quem escreve

Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.

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