Mãe com bebê no colo ao lado de roupinhas em uma araraRoupas de Bebê

Quantos babadores ter em casa e como higienizar sem estragar

Por Tiemi — consultora de enxoval · 4 min de leitura

Neste post
  1. Quantos ter em cada fase
  2. Na introdução alimentar, o tipo importa mais
  3. Distribua pela casa
  4. Como higienizar cada material
  5. Por que evitar o amaciante
  6. Como tirar as manchas
  7. O sol é o melhor aliado
  8. Quando aposentar

Se existe um item de enxoval que quase todo mundo compra em quantidade insuficiente, é o babador. As listas costumam sugerir três ou quatro unidades, e essa recomendação funciona bem por exatamente dois meses. Quando começa a salivação intensa, por volta dos três a quatro meses, essa quantidade se revela ridiculamente pequena, e as famílias descobrem que precisam de muito mais peças em circulação.

Quantos ter em cada fase

O cálculo da quantidade depende da fase. Nos primeiros dois meses, o babador é usado principalmente durante e após as mamadas, para golfadas e regurgitações. Quatro a seis unidades são suficientes nessa fase, considerando lavagem a cada dois dias. Entre três e oito meses, quando a salivação se intensifica, o consumo dispara: o babador fica encharcado em uma ou duas horas e precisa ser trocado várias vezes ao dia. Nessa fase, o número confortável fica entre oito e doze bandanas, e famílias que lavam com menos frequência precisam de mais.

Na introdução alimentar, o tipo importa mais

A partir da introdução alimentar, o cálculo muda de natureza. Aqui o volume importa menos que o tipo. Dois ou três babadores impermeáveis, que se limpam com um pano e voltam ao uso imediatamente, substituem uma dúzia de peças de tecido. Um babador de silicone bem escolhido pode dar conta de todas as refeições do dia, porque é higienizado na pia em segundos. Ou seja, na fase de alimentação, investir em qualidade e no material certo economiza quantidade.

Distribua pela casa

Some ainda os locais de uso. Ter babadores distribuídos onde eles são necessários evita corrida pela casa: alguns na cozinha, alguns no quarto, dois na bolsa de passeio e, se o bebê fica na creche ou na casa dos avós, um conjunto lá também. Essa distribuição costuma explicar por que o número total acaba maior do que a intuição sugere.

Como higienizar cada material

Sobre a higienização, o cuidado principal é entender do que a peça é feita. Babadores de tecido puro, sem camada impermeável, podem ser lavados normalmente, com sabão neutro, e toleram bem o sol e temperaturas mais altas. Já os que têm camada interna de PUL ou outro material plastificado, que é o caso da maioria das bandanas modernas e dos impermeáveis, exigem restrições. Água muito quente, secadora e ferro degradam essa camada, que craquela, descola e perde a função. A regra é água morna ou fria, ciclo suave, secagem à sombra e nada de ferro na área revestida.

Por que evitar o amaciante

O amaciante merece um alerta específico. Além de deixar resíduos que irritam a pele sensível, ele reduz a capacidade de absorção do tecido, o que é exatamente o oposto do que se quer em um babador. Com o tempo, uma bandana lavada com amaciante para de absorver e passa a espalhar a saliva. Se isso já aconteceu, uma ou duas lavagens com vinagre branco no enxágue ajudam a remover o acúmulo e recuperar a absorção.

Como tirar as manchas

Manchas são o outro desafio. Babadores acumulam leite, papinha de cenoura, beterraba, banana e frutas vermelhas, que são as campeãs de fixação. O truque mais eficaz é enxaguar em água fria assim que a peça sujar, antes de jogar no cesto, porque água quente coagula proteínas e fixa manchas orgânicas. Para manchas de fruta e legume que já secaram, um molho com água morna e percarbonato de sódio, seguido de secagem ao sol, costuma resolver bem, inclusive em peças coloridas.

O sol é o melhor aliado

O sol, aliás, é o melhor aliado e o mais barato. Manchas de cenoura e de beterraba em peças brancas costumam desaparecer quase completamente com algumas horas de exposição solar depois da lavagem. Vale só lembrar de secar os modelos com camada impermeável à sombra, para não danificar o revestimento, e usar o sol apenas nas peças de tecido puro.

Quando aposentar

Por fim, saiba quando aposentar. Um babador que perdeu o velcro, cujo botão está frouxo, cuja camada interna está craquelada ou que já não absorve nada deixou de cumprir a função. Peças nessa condição podem virar pano de limpeza, e a substituição custa pouco. Manter em circulação apenas os babadores que funcionam de verdade reduz muito a frustração de descobrir, no meio da refeição, que a peça escolhida não segura mais nada.

Sobre quem escreve

Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.

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