Mãe com bebê no colo ao lado de roupinhas em uma araraRoupas de Bebê

Quantas mudas de roupa levar na bolsa de passeio por faixa etária

Por Tiemi — consultora de enxoval · 4 min de leitura

Neste post
  1. Até três meses: o escape de fralda
  2. De três a seis meses: a fase da salivação
  3. De seis a doze meses: a introdução alimentar
  4. Depois de um ano: menos mudas, outros itens
  5. Escolhas que reduzem a necessidade de troca
  6. O erro de nunca revisar a bolsa
  7. Dois itens que valem mais que uma muda extra

Toda mãe já viveu pelo menos uma das duas situações: sair com uma bolsa que parece uma mudança inteira e não usar quase nada, ou sair confiante com uma muda só e precisar de três antes de voltar para casa. Acertar a quantidade de roupa que vai na bolsa não é sorte, é cálculo, e esse cálculo muda bastante conforme a idade do bebê, porque os motivos de troca são diferentes em cada fase.

Até três meses: o escape de fralda

Nos primeiros três meses, o inimigo número um é o escape de fralda combinado com as golfadas. Nessa fase o bebê ainda faz cocô muitas vezes ao dia, com consistência líquida, e o vazamento pelas costas é praticamente um rito de passagem. A regra segura é levar duas mudas completas para um passeio curto e três para um programa mais longo. Muda completa aqui significa body, macacão ou mijão, e um par de meias, porque o escape costuma subir pelas costas e descer pelas pernas ao mesmo tempo. Vale ainda levar um babador extra e uma fralda de boca, que resolve muita coisa sem precisar trocar a roupa inteira.

De três a seis meses: a fase da salivação

Entre três e seis meses, a frequência de cocô costuma diminuir bastante, e com ela os escapes. Em compensação, entra a fase da salivação intensa, que antecede os dentes. A roupa não fica suja de uma vez, ela vai ficando encharcada no peito ao longo do dia. Nessa idade, duas mudas continuam sendo o número mais confortável, mas o item que passa a ser indispensável são os babadores, de preferência dois ou três. Um babador impermeável resolve o problema quase por completo e economiza roupa e espaço na bolsa.

De seis a doze meses: a introdução alimentar

Dos seis aos doze meses, começa a introdução alimentar, e o cenário muda de novo. Agora a sujeira vem de fora: papinha, fruta, purê e as primeiras tentativas de comer sozinho. Se o passeio inclui uma refeição, considere uma muda extra e um babador de manga comprida ou avental. Também é a fase em que o bebê começa a se arrastar e engatinhar, o que significa joelhos e barriga em contato com pisos nem sempre limpos. Duas mudas ainda dão conta na maioria dos casos, sendo pelo menos uma delas confortável para o bebê brincar no chão.

Depois de um ano: menos mudas, outros itens

Depois de um ano, quando a criança já anda ou está começando a andar, o volume de roupa na bolsa costuma diminuir. Os escapes de fralda são raros, a salivação diminuiu, e a criança já come com mais controle. Uma muda completa costuma ser suficiente para um passeio comum, e duas para dias que incluem parque, praia, piscina ou qualquer atividade com água e areia. Nessa fase, ganha importância levar um par de meias extras e um calçado alternativo, porque pés molhados desandam qualquer programa.

Escolhas que reduzem a necessidade de troca

Além do número de mudas, existem escolhas que reduzem drasticamente a necessidade de troca. Levar peças de baixo e de cima separadas, em vez de macacões inteiros, permite trocar só o que sujou. Preferir tecidos que secam rápido ajuda quando a sujeira é de líquido. Levar uma peça de tamanho um pouco maior evita a situação clássica de a roupa reserva não caber mais, o que acontece com frequência com a muda que mora na bolsa há três meses sem ser usada.

O erro de nunca revisar a bolsa

Aliás, esse é o erro mais comum de todos: montar a bolsa uma vez e nunca revisá-la. A roupa reserva precisa ser conferida a cada duas ou três semanas, tanto pelo tamanho quanto pela adequação ao clima. Um macacão de plush que salvou em julho é inútil em novembro, e um body tamanho P não serve mais em um bebê que já está no M.

Dois itens que valem mais que uma muda extra

Complete a bolsa com dois itens que valem mais do que uma muda extra: um saco plástico ou impermeável para guardar a roupa suja e um trocador portátil. E, se o passeio for perto de casa ou até a casa de alguém conhecido, lembre-se de que sempre existe a possibilidade de improvisar. O objetivo não é estar preparada para todos os cenários possíveis, é sair de casa com tranquilidade e sem carregar peso desnecessário nas costas.

Sobre quem escreve

Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.

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