Saúde do BebêProtetor solar e proteção física em bebês: o que vale em cada idade
Por Tiemi — consultora de enxoval · 4 min de leitura
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O sol faz parte da vida, e passear com o bebê é uma das coisas mais gostosas da rotina. Mas a pele infantil é significativamente mais vulnerável à radiação solar do que a do adulto: é mais fina, produz menos melanina e tem mecanismos de defesa ainda imaturos. Além disso, queimaduras solares na infância estão associadas a maior risco de problemas de pele na vida adulta. Saber o que usar em cada idade evita tanto o excesso de exposição quanto o uso inadequado de produtos.
Antes dos seis meses
Para bebês menores de seis meses, a orientação predominante das entidades de pediatria e dermatologia é evitar a exposição solar direta e não utilizar protetor solar de forma rotineira. A pele nessa idade é mais permeável, e há preocupação com a absorção de componentes das fórmulas. A proteção, portanto, deve ser física: sombra, roupas adequadas e horários seguros. Em situações pontuais em que a sombra não é possível e há exposição inevitável de pequenas áreas, alguns profissionais orientam o uso de filtros de barreira física em pequena quantidade, mas essa é uma decisão que deve ser tomada com o pediatra, e não por conta própria.
Depois dos seis meses: o protetor solar
A partir dos seis meses, o protetor solar entra na rotina como complemento, e não como substituto das outras medidas. A recomendação geral é usar produtos formulados para crianças, com fator de proteção adequado, resistentes à água quando houver contato com água ou suor, e preferencialmente com filtros físicos ou minerais, à base de óxido de zinco e dióxido de titânio, que atuam refletindo a radiação e tendem a ser menos irritantes para a pele sensível. A aplicação deve ser feita cerca de vinte a trinta minutos antes da exposição e reaplicada a cada duas horas, ou logo após o banho e a transpiração intensa.
A proteção física continua sendo a principal
A proteção física, no entanto, continua sendo a estratégia principal em qualquer idade. Ela começa pelo horário: evitar a exposição entre dez e dezesseis horas, quando a radiação ultravioleta atinge os níveis mais altos, resolve boa parte do problema. Passeios no início da manhã e no fim da tarde são muito mais seguros e, de quebra, mais confortáveis para o bebê, que sofre menos com o calor.
A roupa como filtro solar
Depois vem a roupa, que é um filtro solar que não sai com o suor nem precisa de reaplicação. Peças de manga longa, calças leves e tecidos de trama fechada bloqueiam boa parte da radiação. Existem roupas com proteção ultravioleta certificada, identificadas pela sigla FPU ou UPF, com valores que indicam o grau de bloqueio, sendo cinquenta ou mais o mais indicado. Vale lembrar que tecido molhado perde parte da capacidade de proteção, o que torna as roupas com tratamento específico especialmente úteis em praia e piscina.
O chapéu certo
O chapéu merece atenção. O modelo ideal tem aba ampla ao redor de toda a cabeça, cobrindo rosto, orelhas e nuca, que são áreas frequentemente esquecidas e frequentemente queimadas. Bonés simples protegem apenas o rosto e deixam orelhas e pescoço expostos. Óculos de sol com proteção ultravioleta são recomendáveis a partir do momento em que a criança os tolera, porque os olhos também sofrem danos cumulativos.
Radiação em dias nublados e superfícies refletoras
Não esqueça de que a radiação não depende só do sol aparente. Dias nublados permitem passagem significativa de raios ultravioleta, e superfícies como areia, água, neve e concreto refletem a radiação, aumentando a exposição mesmo à sombra. Carrinhos com capota ajudam, mas não bloqueiam a radiação refletida, e cobrir o carrinho com tecidos pesados é perigoso, porque eleva muito a temperatura interna.
E a vitamina D?
Vale mencionar a questão da vitamina D, que costuma gerar dúvida. A exposição solar é uma fonte importante dessa vitamina, mas a recomendação atual de suplementação para bebês, orientada pelo pediatra, existe justamente para permitir que se garanta o aporte necessário sem expor a criança à radiação. Ou seja, não é preciso tomar sol para garantir vitamina D quando há suplementação adequada.
Observe a pele depois do passeio
Por fim, observe a pele depois dos passeios. Vermelhidão que aparece horas depois indica que houve exposição excessiva, mesmo que nada tenha parecido errado no momento. Ajuste horários, sombra e roupas antes de aumentar a quantidade de produto. Proteger o bebê do sol não significa mantê-lo dentro de casa, e sim escolher os horários certos, vestir bem e usar a sombra como aliada. Com esses ajustes, o passeio segue sendo o que deve ser: um prazer diário e seguro.
Sobre quem escreve
Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.
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