Mãe com o bebê no colo no quarto do bebêSaúde do Bebê

Banho do bebê: frequência, temperatura e produtos por faixa etária

Por Tiemi — consultora de enxoval · 4 min de leitura

Neste post
  1. O primeiro banho
  2. Com que frequência dar banho
  3. A temperatura da água
  4. Que produtos usar
  5. Secagem e hidratação
  6. Como muda conforme a criança cresce
  7. Cuidados de segurança
  8. O banho como momento de vínculo

O banho do bebê é um daqueles temas em que a tradição familiar e a orientação atual nem sempre coincidem. Muita gente cresceu ouvindo que bebê precisa de banho diário, com bastante sabonete e água quentinha. As recomendações atuais são mais simples e, para alívio de muitas famílias exaustas, bem menos exigentes. Entender o porquê ajuda a tomar decisões com mais tranquilidade e a proteger a pele delicada do recém-nascido.

O primeiro banho

Comecemos pelo início. Nas primeiras horas de vida, a recomendação atual é adiar o primeiro banho, geralmente por pelo menos algumas horas após o nascimento. O vérnix, aquela camada esbranquiçada que recobre a pele do recém-nascido, tem função protetora, hidratante e antimicrobiana, e não precisa ser removido às pressas. Além disso, o banho precoce interfere na estabilidade térmica do bebê e no contato pele a pele das primeiras horas.

Com que frequência dar banho

Sobre a frequência, a pele do bebê não fica suja como a de um adulto. Bebês não transpiram muito, não circulam por ambientes externos e as áreas que realmente sujam, como a região da fralda e as dobrinhas, são higienizadas várias vezes ao dia nas trocas. Por isso, dois a três banhos por semana são suficientes do ponto de vista de higiene nos primeiros meses. Isso não impede o banho diário, que muitas famílias adotam por fazer parte do ritual de sono e por acalmar o bebê. O que importa é ajustar o produto usado à frequência: banho diário pede sabonete em menor quantidade e hidratação após.

A temperatura da água

A temperatura da água é um ponto de atenção. O ideal fica em torno de trinta e seis a trinta e sete graus, que é próximo da temperatura corporal. Água mais quente do que isso resseca a pele, remove a barreira lipídica natural e pode causar vermelhidão. Se você não tiver termômetro, o teste do cotovelo ou do pulso funciona bem: a água deve parecer morna, quase neutra, e não quente. A duração também importa: banhos curtos, de cinco a dez minutos, preservam melhor a pele do que longas imersões.

Que produtos usar

Os produtos merecem atenção especial. Nos primeiros meses, água e um sabonete suave, com pH próximo ao da pele do bebê, sem fragrância forte, sem corantes e formulado para uso infantil, são suficientes. Não é necessário usar sabonete em todo o corpo em todos os banhos: as áreas de dobra, o couro cabeludo e a região da fralda concentram a necessidade. Evite esponjas ásperas, buchas e produtos com álcool. Xampu específico pode ser usado com moderação, mas cabelo de bebê raramente precisa de lavagem diária com produto.

Secagem e hidratação

Depois do banho, a secagem deve ser feita por leves toques com a toalha, e não esfregando, com atenção especial às dobras do pescoço, das axilas, das virilhas e atrás das orelhas, onde a umidade retida favorece assaduras e fungos. A hidratação com um creme adequado para bebês, aplicado com a pele ainda levemente úmida, ajuda a manter a barreira cutânea, e é especialmente recomendada em climas secos, no inverno e em bebês com tendência a pele seca.

Como muda conforme a criança cresce

Conforme a criança cresce, as necessidades mudam. A partir do momento em que ela engatinha, brinca no chão, come sozinha e vai para a creche, a sujeira real aumenta e o banho diário passa a fazer mais sentido. Perto do primeiro ano, quando começa a andar e a explorar áreas externas, o banho diário se torna praticamente padrão. Ainda assim, a lógica de água morna, produto suave e tempo curto continua valendo.

Cuidados de segurança

Alguns cuidados de segurança são inegociáveis, e vale repeti-los. Nunca deixe o bebê sozinho na banheira, nem por um segundo, nem com pouca água, porque afogamento acontece em profundidades mínimas e em silêncio. Deixe tudo o que você vai precisar ao alcance antes de começar. Verifique a temperatura da água antes de colocar o bebê, e não com ele no colo. E use uma superfície antiderrapante.

O banho como momento de vínculo

Por fim, lembre-se de que o banho é também um momento de vínculo e de estímulo sensorial. Conversar, nomear as partes do corpo, deixar o bebê explorar a água com as mãos e transformar o momento em algo prazeroso tem valor que vai muito além da higiene. Se o seu bebê não gosta do banho, reduzir o tempo, ajustar a temperatura e trazer mais contato corporal costuma resolver bem mais do que insistir na rotina rígida.

Sobre quem escreve

Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.

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