Mãe com bebê no colo ao lado de roupinhas em uma araraRoupas de Bebê

Manta multiuso: os usos que vão além de cobrir o bebê

Por Tiemi — consultora de enxoval · 4 min de leitura

Neste post
  1. Como cobertor, com um alerta
  2. Barreira de sol e de luz
  3. Superfície limpa em qualquer lugar
  4. Apoio na amamentação
  5. O objeto de apego
  6. Contenção leve em recém-nascidos
  7. Que material escolher
  8. Quantas ter
  9. Como conservar

Se houvesse um prêmio para o item mais subestimado do enxoval, ele provavelmente iria para a manta leve de algodão ou musselina. Ela costuma aparecer nas listas como um item quase decorativo, comprada em uma ou duas unidades, e acaba se revelando uma das peças mais usadas do primeiro ano. Isso porque, além de cobrir, ela resolve uma quantidade impressionante de situações do dia a dia.

Como cobertor, com um alerta

Comecemos pelo uso mais óbvio e por um alerta importante. Como cobertor, a manta serve muito bem no colo, no carrinho e em passeios, sempre com supervisão. No berço, porém, mantas soltas não são recomendadas para bebês pequenos, porque podem cobrir o rosto e aumentar o risco de sufocamento. Para o sono, a opção mais segura é o saco de dormir apropriado para a temperatura. Fora do berço, a manta é livre.

Barreira de sol e de luz

O segundo uso é como barreira de sol e de luz. Colocada sobre a capota do carrinho, ela reduz a luminosidade e cria um ambiente mais tranquilo para o bebê dormir. Aqui vale um cuidado essencial: a manta precisa ser leve e respirável, e deve ser posicionada de forma a permitir circulação de ar. Cobrir o carrinho por completo com tecido grosso eleva perigosamente a temperatura interna, e essa é uma prática que já provocou acidentes. Musselina fina, com trama aberta, presa de forma a deixar aberturas, é a escolha adequada.

Superfície limpa em qualquer lugar

O terceiro uso é como superfície limpa. Ela vira trocador improvisado em cima de uma cama, forro no chão da casa de alguém, proteção sobre o carrinho de supermercado e barreira entre o bebê e superfícies que você não escolheria. Ter uma manta dobrada na bolsa resolve inúmeras situações desse tipo, e ela lava com facilidade.

Apoio na amamentação

O quarto uso é como apoio de amamentação. Enrolada, serve para elevar o bebê até a altura confortável, apoiar o braço da mãe ou proteger o ombro na hora de arrotar. Estendida sobre o ombro, evita golfadas na roupa. E, para quem prefere cobrir durante a amamentação em público, ela é leve o suficiente para não abafar, o que é uma vantagem sobre panos mais pesados.

O objeto de apego

O quinto uso é sensorial e afetivo. Muitos bebês desenvolvem apego a um tecido específico, e a manta costuma ser a candidata natural a objeto de transição. Se esse for o caso, vale ter duas ou três iguais, para permitir lavagem sem crise e para substituir em caso de perda, o que é uma das dicas mais úteis que qualquer mãe experiente pode dar.

Contenção leve em recém-nascidos

O sexto uso é o de contenção leve, especialmente em recém-nascidos. Uma manta de musselina serve para o enrolamento suave, com a técnica correta, mantendo os braços contidos e o quadril livre. Nesse caso, o tecido leve é fundamental para não superaquecer.

Que material escolher

Sobre os materiais, cada um tem seu perfil. A musselina de algodão é a mais versátil: leve, respirável, seca rápido, fica mais macia a cada lavagem e serve o ano inteiro. A manta de malha de algodão é um pouco mais quente e tem bom caimento. Já as mantas de plush, soft e microfibra são para o frio, funcionam como camada externa e não devem ser usadas para cobrir o rosto nem em contato prolongado com a pele em bebês sensíveis.

Quantas ter

Sobre quantidade, o número que costuma funcionar bem é entre quatro e seis mantas leves, mais uma ou duas quentes se o clima exigir. Parece muito para quem está montando o enxoval, mas quem já usou sabe que sempre há uma na máquina, uma na bolsa, uma no carrinho e uma no sofá. E, ao contrário das roupas, elas não têm tamanho: servem do nascimento até a criança crescer, o que faz delas um dos itens de melhor custo por uso do enxoval inteiro.

Como conservar

Na conservação, o cuidado é mínimo: lavagem comum com sabão neutro, sem amaciante, para preservar a absorção e a maciez. Musselinas ficam mais macias com o uso, então não se assuste se as primeiras lavagens parecerem ásperas. E, se uma delas virar o paninho de apego do seu filho, guarde a gêmea em local seguro. Você vai agradecer a si mesma em algum dia caótico.

Sobre quem escreve

Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.

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