Mãe com o recém-nascido no colo em casaMaternidade Real

Mãe também tem nome

Por Tiemi — consultora de enxoval · 3 min de leitura

Neste post
  1. A mulher que existia antes
  2. Não é ingratidão
  3. Pequenos sinais de que você sumiu de si
  4. Como voltar a aparecer
  5. Um recado para quem convive com ela
  6. O que o seu filho ganha com isso
  7. Aqui a gente pergunta o seu nome

Na escola, você é "a mãe do João". No grupo do condomínio, "a mãe da Alice". No consultório, a recepcionista chama "mãezinha". Em algum momento do primeiro ano, muita mulher percebe que faz semanas que ninguém a chama pelo nome.

Não é má vontade de ninguém. Mas vai acontecendo aos poucos, e um dia você se olha no espelho e demora um segundo para lembrar quem era antes.

A mulher que existia antes

Antes do bebê, havia uma pessoa com gostos, manias e planos. Ela tinha uma música preferida, um jeito de tomar café, um assunto sobre o qual podia falar por horas. Tinha amigos que a conheciam por coisas que não tinham nada a ver com criança.

Essa pessoa não foi embora. Ficou em segundo plano, porque alguém muito pequeno precisava de tudo ao mesmo tempo. O problema é quando o segundo plano dura tanto que ela começa a parecer uma lembrança.

Não é ingratidão

Sentir falta de si mesma não significa amar menos o filho. As duas coisas cabem juntas. É possível ser completamente apaixonada pelo bebê e, na mesma tarde, ter saudade de entrar numa livraria sozinha.

Muita mãe se cala sobre isso por medo de parecer mal-agradecida. E o silêncio só faz a sensação crescer.

Pequenos sinais de que você sumiu de si

- Você não lembra a última vez em que escolheu uma roupa por gosto, não por praticidade. - Suas conversas começam e terminam no bebê. - Você não sabe responder "o que você tem feito de bom?". - Faz meses que não ouve uma música que não seja infantil. - Quando sobra uma hora livre, você não sabe o que fazer com ela.

Se você marcou alguns, não é motivo de alarme. É só um aviso de que vale reabrir espaço.

Como voltar a aparecer

Ninguém recupera a própria vida de uma vez, e nem precisa. Funciona melhor em doses pequenas e regulares.

- Escolha uma coisa só sua e proteja esse horário: uma caminhada, um capítulo, um café. - Retome um assunto antigo. O mesmo livro, a mesma série, o mesmo hobby. - Apresente-se pelo nome. "Oi, eu sou a Ana, mãe do João." Nessa ordem. - Combine em casa um período fixo na semana em que outra pessoa fica com o bebê. - Fale de outras coisas com as amigas, e peça que elas falem também. - Use uma roupa de que você gosta, mesmo que ninguém vá ver.

Parece pouco. Mas uma hora por semana, somada por um ano, devolve bastante coisa.

Um recado para quem convive com ela

Se você é o companheiro, a mãe, a irmã ou a amiga, dá para ajudar com gestos simples. Chame pelo nome. Pergunte como ela está antes de perguntar do bebê. Lembre de alguma coisa de que ela gostava e traga de volta: a música, o doce, o passeio.

E, quando ela disser que precisa de um tempo, não pergunte por quê. Só fique com a criança.

O que o seu filho ganha com isso

Criança aprende olhando. Uma mãe que tem interesses, amigos e alegria própria mostra, sem dizer nada, que cuidar dos outros não exige desaparecer. É um ensinamento que serve para a vida inteira, para filhos e filhas.

Você não deixou de ser quem era. Você ganhou mais um nome, e ele não precisa apagar o primeiro.

Aqui a gente pergunta o seu nome

Na Tiemi, o atendimento começa por você: como você se chama, como está se sentindo, o que está tirando o seu sono. O enxoval vem depois. Se você quiser ser atendida assim, venha até a Rua Maylaski, 28, no Centro de Sorocaba, ou fale com a gente pelo WhatsApp (15) 99158-7772. E aqui no site você pode fazer a sua lista de enxoval personalizada e ouvir o nosso podcast, feito para a mãe e não só para o bebê.

Sobre quem escreve

Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.

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