Maternidade RealCoisas que só mãe de recém-nascido entende
Por Tiemi — consultora de enxoval · 3 min de leitura
Neste post
Há um conjunto de experiências que ninguém explica antes e que, depois, toda mãe reconhece com um aceno de cabeça. Não são grandes acontecimentos. São detalhes do dia a dia com um bebê de poucas semanas, e juntos eles formam uma espécie de idioma.
Se você está nessa fase, este texto é para rir um pouco. Se já passou, é para lembrar.
O café frio
Você faz o café. O bebê acorda. Você volta quarenta minutos depois, esquenta no micro-ondas e o bebê acorda de novo. No fim do dia, a caneca está no mesmo lugar, cheia, pela terceira vez.
Mãe de recém-nascido não toma café quente. Toma café que já foi quente.
O banho de dois minutos
Antes, banho era um momento de descanso. Agora é uma operação: bebê no bebê conforto na porta do banheiro, chuveiro ligado, xampu e condicionador ao mesmo tempo.
E, mesmo com a casa em silêncio, você escuta o choro. Desliga o chuveiro, presta atenção e não é nada. Toda mãe já ouviu o bebê chorar dentro do banho sem ele estar chorando.
Comer em pé
O almoço acontece na bancada da cozinha, com uma mão só, em garfadas rápidas. Alguns dias, o almoço é o que sobrou do café da manhã.
Com o tempo, você descobre quais comidas dão para comer com uma mão e monta o cardápio a partir disso.
O balanço automático
Você está na fila do mercado, sem o bebê, e percebe que está balançando o corpo de um lado para o outro. O carrinho de compras também ganha um vaivém suave.
Demora meses para parar. Algumas mães nunca param.
A conferência da respiração
O bebê finalmente dormiu um sono longo. Era tudo o que você queria. E, em vez de dormir também, você levanta três vezes para colocar a mão perto do nariz dele.
O alívio de sentir o arzinho quente é um dos maiores da vida.
O medo do espirro
Você passou uma hora ninando. Ele dormiu. Você o coloca no berço com a delicadeza de quem desarma uma bomba, tira um braço, depois o outro, dá um passo para trás.
O piso estala. Ou alguém toca a campainha. Ou você espirra.
A matemática do sono
"Se eu dormir agora e ele acordar daqui a duas horas, dá para descansar um pouco." Você faz essa conta várias vezes por noite, e ela nunca fecha.
As conversas que você nunca imaginou ter
Você e a pessoa com quem divide a casa agora discutem, com seriedade, a cor e a quantidade de fraldas sujas do dia. Durante o jantar.
E comemoram um arroto como se fosse gol.
A roupa com mancha no ombro
Todas as suas blusas têm a mesma marca, no mesmo lugar. Você já saiu assim e só percebeu na volta. Depois de um tempo, deixou de se importar.
O silêncio suspeito
Quando ele chora, você se preocupa. Quando ele fica quieto demais, você se preocupa mais.
O amor que não cabe
No meio do cansaço, tem a parte que também só mãe de recém-nascido entende: ficar olhando ele dormir quando você mesma deveria estar dormindo. Cheirar a cabeça. Chorar porque ele é pequeno demais e você gosta dele demais.
É uma fase curta, intensa e meio borrada na memória. Quase toda mãe diz que não lembra direito dos primeiros meses, e quase toda mãe sente saudade deles.
Você não está sozinha
Se você está lendo isto com o bebê no colo e a caneca fria ao lado, saiba que tem milhares de mulheres fazendo exatamente a mesma coisa neste minuto. Mande este texto para uma delas.
Para facilitar um pouco
A Tiemi não resolve o café frio, mas resolve a ida à loja. Se acabou o body, o babador ou a fralda de boca, chame no WhatsApp (15) 99158-7772: a gente manda fotos, você escolhe do sofá e, em Sorocaba, entregamos por motoboy. E, quando der vontade de sair um pouco de casa, estamos na Rua Maylaski, 28, no Centro, com paciência para conversar.
Sobre quem escreve
Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.
Leia também em Maternidade Real
Maternidade Real
"Meu filho nunca vai...": as promessas que a gente faz antes de ter filhoMaternidade Real
A última vez que a gente não percebeMaternidade Real
Comparação nas redes sociais: filtrando a maternidade idealizadaMaternidade Real
Culpa materna: de onde vem e como lidar
