Maternidade RealMãe de primeira viagem x mãe de segunda viagem
Por Tiemi — consultora de enxoval · 3 min de leitura
Neste post
Dizem que o primeiro filho é criado com manual e o segundo com bom senso. Quem tem dois sabe que é verdade, e sabe também que a diferença às vezes dá vontade de rir.
Este texto é uma comparação bem-humorada, sem julgamento de nenhum dos lados. A mãe de primeira viagem não exagerava. Ela só não sabia ainda. E a de segunda viagem não é relaxada. Ela só já viu que dá certo.
A chupeta que caiu no chão
No primeiro filho, a chupeta caía e ia direto para a fervura. Havia uma reserva esterilizada na bolsa, em um potinho próprio.
No segundo, a chupeta cai, a mãe olha em volta, passa na blusa e devolve. No terceiro, dizem, quem pega é o cachorro, e a família segue a vida.
A mala do passeio
Primeiro filho: uma bolsa do tamanho de uma mala de viagem para ir até a padaria. Seis mudas de roupa, dois cobertores, termômetro, três tipos de pomada.
Segundo filho: uma fralda no bolso e a esperança de que não seja necessária.
As fotos
O primeiro tem um álbum por mês, com plaquinha, cenário e roupa combinando. Tem foto do primeiro banho, da primeira papinha, do primeiro espirro.
O segundo tem fotos também. Elas estão em algum lugar do celular, e em quase todas o mais velho aparece na frente.
A roupa
No primeiro, cada peça foi lavada, passada e guardada por tamanho e cor. A saída da maternidade foi escolhida com quatro meses de antecedência.
No segundo, a roupa veio do irmão, saiu da caixa na semana do parto e ninguém passou nada. O bebê ficou igualmente lindo.
O silêncio
Primeiro filho: a casa inteira andava na ponta do pé durante a soneca. Campainha desligada, televisão no mudo.
Segundo filho: dorme com o irmão gritando, o liquidificador ligado e o cachorro latindo. E dorme bem.
O choro e a visita
No primeiro, qualquer choro diferente virava reunião de família e pesquisa na internet até as quatro da manhã.
No segundo, a mãe reconhece o choro de sono a dois cômodos de distância, sem levantar do sofá.
E as visitas? No primeiro, havia regras, horário marcado e álcool em gel na porta. No segundo, quem chega já recebe o bebê no colo e a pergunta: "você pode ficar com ele dez minutos?".
O que não muda
Brincadeiras à parte, algumas coisas são iguais nas duas viagens.
- O susto de ver o rostinho pela primeira vez. - A vontade de conferir se está respirando. - O cheiro da cabeça do bebê. - A sensação de que aquela pessoa sempre fez parte da família.
O amor é o mesmo. O que diminui é o medo.
Um recado para a mãe de primeira viagem
Se você está no primeiro filho e se reconheceu na coluna do exagero, fique tranquila. Todo cuidado seu faz sentido, porque tudo é novo. Ninguém nasce sabendo qual choro é de fome e qual é de sono. Você está aprendendo, e está aprendendo bem.
Daqui a um tempo você também vai passar a chupeta na blusa. E vai rir de si mesma, com carinho.
Um recado para a mãe de segunda viagem
Se você se sente culpada porque o segundo tem menos fotos e menos roupa nova, lembre do que ele tem a mais: uma mãe mais segura, uma casa mais calma e um irmão. Não é pouco.
Na hora do enxoval
A diferença aparece também nas compras. No primeiro, a tendência é comprar demais. No segundo, a dúvida é o que dá para reaproveitar. Para os dois casos, a Tiemi tem no site uma lista de enxoval personalizada em que você marca o que já tem e vê só o que falta. E, para quem prefere conversar, a loja fica na Rua Maylaski, 28, no Centro de Sorocaba, com atendimento também pelo WhatsApp (15) 99158-7772.
Sobre quem escreve
Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.
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