Mãe com bebê no colo ao lado de roupinhas em uma araraRoupas de Bebê

Faixas de cabelo, tiaras e laços em bebês: cuidados essenciais

Por Tiemi — consultora de enxoval · 4 min de leitura

Neste post
  1. Cuidado com a pressão na cabeça
  2. Acessório de ocasião, não de rotina
  3. Peças pequenas e risco de engasgo
  4. Supervisão constante
  5. Atenção à pele
  6. Presilhas e laços de cabelo
  7. A cabeça cresce rápido
  8. Como conservar
  9. A dimensão do gosto

Faixas de cabelo em bebês são um clássico das fotos, dos ensaios newborn e das ocasiões especiais. Elas resolvem aquela situação em que a criança ainda tem pouco cabelo e a família quer marcar o visual, e existem em uma variedade enorme de modelos, do mais simples ao mais elaborado. Como todo acessório usado no corpo de um bebê, porém, elas pedem alguns cuidados que costumam ser esquecidos justamente porque a peça parece inofensiva.

Cuidado com a pressão na cabeça

O primeiro cuidado é com a pressão. A cabeça do bebê é uma estrutura em crescimento acelerado, com fontanelas ainda abertas e ossos que se moldam nos primeiros meses. Faixas apertadas podem marcar a pele, causar desconforto e, em uso prolongado, deixar sulcos visíveis na testa. A regra prática é simples: a faixa deve ficar no lugar sem comprimir. Se ao retirar houver marca vermelha ou sulco, estava apertada demais. Prefira modelos de tecido elástico macio, de malha ou renda suave com boa elasticidade, e evite elásticos finos e rígidos.

Acessório de ocasião, não de rotina

O segundo cuidado é com o tempo de uso. Faixas e tiaras são acessórios de ocasião, e não peças para uso contínuo. Colocar para a foto, para o passeio ou para a festa e retirar em seguida é o padrão adequado. Nunca devem ser usadas durante o sono, em nenhuma circunstância, porque podem deslizar sobre o rosto e obstruir as vias aéreas, ou enrolar no pescoço.

Peças pequenas e risco de engasgo

O terceiro cuidado é com peças pequenas. Flores aplicadas, pérolas, strass, pompons, botões e apliques colados representam risco de engasgo se soltarem, e bebês levam tudo à boca. A partir do momento em que a criança consegue alcançar a própria cabeça, o que acontece por volta dos três a quatro meses, esse risco se torna concreto. Inspecione a fixação antes de cada uso, puxando levemente cada enfeite, e prefira modelos com aplicações costuradas em vez de coladas.

Supervisão constante

O quarto cuidado é com a supervisão. Mesmo uma faixa perfeitamente segura pode escorregar sobre os olhos, o nariz ou o pescoço. Um bebê usando qualquer acessório na cabeça deve estar sempre no campo de visão de um adulto. Isso vale especialmente durante ensaios fotográficos, em que muitas vezes a atenção está na câmera e no enquadramento.

Atenção à pele

O quinto cuidado é com a pele. A testa e o couro cabeludo do bebê são áreas sensíveis, e materiais ásperos, sintéticos ou com acabamento rústico podem irritar. Rendas com fio grosso, elásticos com costura exposta e tecidos que não respiram tendem a incomodar, principalmente no calor, quando o suor se acumula sob a faixa. Se aparecer vermelhidão, descamação ou o bebê ficar irritado ao usar, aquele modelo não é adequado.

Presilhas e laços de cabelo

Vale mencionar também as presilhas e os laços de cabelo, usados quando a criança já tem fios suficientes. Presilhas de metal com ponta, presilhas pequenas de plástico rígido e elásticos com miçangas são as mais problemáticas, tanto por poderem soltar quanto por poderem machucar o couro cabeludo. Para bebês e crianças bem pequenas, o mais seguro são elásticos macios e presilhas grandes, sempre com supervisão e retirados durante o sono.

A cabeça cresce rápido

Um ponto que merece nota é a duração dos itens em relação à cabeça do bebê, que cresce rápido. Uma faixa comprada aos dois meses pode estar apertada aos quatro. Vale medir de vez em quando e reavaliar os acessórios guardados, em vez de assumir que continuam servindo.

Como conservar

Por fim, uma dica prática de conservação. Faixas de tecido elástico perdem elasticidade com o tempo e com a lavagem em máquina, e uma peça que ficou frouxa escorrega com facilidade, o que é justamente o cenário de risco. Lave à mão ou dentro de um saquinho de roupas delicadas, com água fria e sabão neutro, seque à sombra e evite ferro sobre elásticos e apliques. E, ao guardar, mantenha as faixas separadas de peças com velcro e zíper, que enroscam e desfiam o tecido. Uma revisão rápida a cada troca de estação, descartando o que perdeu forma e o que ficou pequeno, mantém apenas o que é confortável e seguro em circulação.

A dimensão do gosto

Por fim, existe a dimensão do gosto. Muitas famílias adoram esses acessórios, outras acham desnecessários, e nenhuma das posições é errada. O que importa é que, se forem usados, sejam confortáveis, seguros, de uso pontual e sempre supervisionados. Uma faixa bonita que deixa marca na testa ou que precisa ser reposicionada o tempo todo não vale a foto. E, sinceramente, poucas coisas fotografam tão bem quanto um bebê confortável.

Sobre quem escreve

Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.

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