Roupas de BebêBabadores: bandana, de silicone, impermeável ou com manga?
Por Tiemi — consultora de enxoval · 4 min de leitura
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O babador parece um item simples, mas basta entrar em uma loja para descobrir que existem pelo menos cinco tipos diferentes, com materiais, formatos e propósitos distintos. E, ao contrário do que parece, eles não são intercambiáveis: cada modelo resolve bem um problema específico e resolve mal os outros. Escolher o tipo certo para a fase certa evita comprar por impulso e reduz drasticamente o número de trocas de roupa.
Bandana: para a fase da salivação
O babador bandana, aquele em formato triangular que fica como um lenço no pescoço, é o mais indicado para a fase da salivação intensa, que costuma começar por volta dos três aos quatro meses e se estende durante a dentição. Ele é feito de tecido absorvente, geralmente com uma camada interna impermeável, e tem a vantagem de parecer parte da roupa, o que agrada quem não gosta do visual do babador tradicional. Sua função não é conter comida, e sim absorver saliva continuamente ao longo do dia, mantendo o peito do bebê seco e prevenindo assaduras no pescoço e no queixo.
De tecido tradicional: uso geral
O babador de tecido tradicional, redondo ou oval, com fecho de velcro ou botão de pressão, é o modelo mais versátil dos primeiros meses. Ele serve para golfadas, para a hora da mamada e para uso geral. É barato, lava fácil e serve bem em bebês pequenos. Sua limitação aparece quando começa a alimentação com colher: ele absorve, mas satura rápido e deixa passar líquido para a roupa.
Impermeável: para papinha
O babador impermeável, feito de tecido plastificado ou com camada interna à prova d'água, é a solução para papinha e purê. Ele não deixa o líquido atravessar, se limpa com um pano úmido e seca rapidamente. É o modelo mais prático para a introdução alimentar convencional, especialmente fora de casa, porque não precisa ser lavado a cada uso e ocupa pouco espaço na bolsa.
De silicone: para comer sozinho
O babador de silicone, com aquele bolso rígido na parte inferior, foi feito para a fase em que o bebê come sozinho. O bolso apara pedaços de comida que caem, o material não absorve nada, e a limpeza é feita em segundos na pia. É o modelo mais recomendado para quem pratica introdução alimentar participativa, em que o bebê leva o alimento à boca com as próprias mãos. A desvantagem é o volume: ele não amassa, não dobra e ocupa espaço na bolsa. Alguns bebês também estranham a rigidez no início.
Com manga: para a bagunça completa
O babador com manga, ou avental de alimentação, é a artilharia pesada. Cobre braços, peito e barriga, geralmente com elástico nos punhos, e é o único que protege a roupa por completo quando o bebê está na fase de espalhar comida no cabelo e nos cotovelos. É ideal para refeições em casa, para atividades com tinta e massinha e para dias em que trocar a roupa inteira não é uma opção. Fora de casa, costuma ser exagerado e desconfortável no calor.
Como montar o conjunto ideal
Como montar o conjunto ideal? Uma composição que funciona bem para a maioria das famílias é: alguns babadores de tecido simples para os primeiros meses, seis a dez bandanas para a fase de salivação, dois ou três impermeáveis para papinha e passeio, um ou dois de silicone para a fase de comer sozinho, e um com manga para as refeições mais bagunçadas em casa. Não é preciso ter tudo ao mesmo tempo: cada tipo entra em cena em uma fase diferente.
Cuidados de segurança
Alguns cuidados de segurança valem para todos os modelos. Babador não deve ser usado durante o sono, em nenhuma circunstância, porque representa risco de sufocamento e estrangulamento. O fecho deve ser firme o suficiente para não abrir sozinho, mas nunca apertado no pescoço. Modelos com cordão de amarrar são desaconselhados em bebês pequenos. E é importante inspecionar velcros e botões periodicamente, porque peças soltas viram risco de engasgo.
Como conservar cada tipo
Na conservação, atenção especial aos modelos com camada impermeável: eles não devem ir à secadora nem receber ferro quente, porque o calor degrada o revestimento e a peça perde a função. Lavagem em água morna, sabão neutro e secagem à sombra mantêm a impermeabilidade por muito mais tempo. Já os de silicone precisam apenas de água e sabão, com atenção às dobras onde restos de comida se acumulam.
Sobre quem escreve
Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.
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