GravidezTodo mundo tem opinião sobre o nome do bebê
Por Tiemi — consultora de enxoval · 3 min de leitura
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Escolher o nome de um filho deveria ser uma conversa entre duas pessoas, ou de uma pessoa com ela mesma. Na prática, vira assembleia. A avó tem uma sugestão, a tia tem um veto, o colega de trabalho conheceu alguém com esse nome que não prestava.
Se você está nessa fase, este texto é para ajudar a atravessá-la com bom humor e com a decisão nas suas mãos.
As reações que todo mundo recebe
Basta contar o nome para ouvir uma destas.
- "Ah... diferente." - "Tem certeza?" - "Vai sofrer na escola." - "Na minha época ninguém chamava assim." - "Conheci um com esse nome. Não era boa pessoa." - "E o nome do seu avô? Ninguém vai homenagear?" - "Como é que escreve isso?"
O curioso é que nomes comuns também apanham: "mas tem tantos na sala". Não existe nome que agrade a todos.
Por que o nome mexe tanto com a família
Nome é pertencimento. Para os avós, é a chance de ver continuar um nome da família. Para os tios, é um assunto em que dá para participar. E cada geração tem o ouvido treinado para os nomes da própria época, então o que soa bonito para você pode soar estranho para a sua mãe, e o contrário também.
Quase sempre a opinião vem de afeto. Isso não a torna uma ordem.
Como os pais costumam escolher
Não existe método certo, mas alguns caminhos se repetem.
- Homenagem a alguém querido. - Significado do nome. - Som: como fica junto com o sobrenome, se rima, se trava. - Um nome de que os dois gostam, depois de muitas listas riscadas. - Um nome que simplesmente apareceu e ficou.
Um teste simples: diga o nome completo em voz alta, do jeito que você vai chamar no parquinho e do jeito que vai chamar quando ele aprontar. Se soar bem nos dois tons, é um bom sinal.
Quando o casal não concorda
É mais comum do que parece. Algumas ideias que ajudam:
- Cada um faz uma lista e vocês procuram os nomes que aparecem nas duas. - Cada um tem direito a vetar sem precisar justificar. - Deixem a decisão descansar por algumas semanas e voltem a ela. - Um escolhe o primeiro nome e o outro, o segundo.
Não precisa haver pressa. Muita família só bate o martelo quando vê o rostinho.
Contar ou guardar segredo
Há quem conte no primeiro trimestre e há quem só revele no nascimento. As duas escolhas funcionam.
Guardar tem uma vantagem: as pessoas opinam menos sobre um nome que já está no bebê. É difícil dizer "não gostei" olhando para um recém-nascido chamado assim.
Contar também tem a sua: a família vai se acostumando e o bebê já chega sendo chamado pelo nome.
Respostas para os palpites
- "A gente gosta muito. Já está decidido." - "Obrigada pela sugestão." - "Vamos pensar." - "Você vai se acostumar. A gente também estranhou no começo."
Dito com um sorriso, encerra o assunto.
Quem carrega o nome é ele
No fim, a pessoa mais interessada ainda não pode opinar. O que dá para oferecer a ela é uma boa história: por que esse nome, quem escolheu, o que significava para vocês. Anote isso em algum lugar. Toda criança, um dia, pergunta "por que eu me chamo assim?", e é bonito ter resposta.
Em poucas semanas, ninguém mais lembra dos palpites. O nome vira a cara dele, e parece impossível que pudesse ter sido outro.
Depois do nome, o enxoval
Com o nome escolhido, muita família gosta de bordar a toalha, a manta ou a fralda de boca. Na Tiemi, a gente ajuda a escolher as peças que valem a personalização e as que é melhor deixar lisas. Aproveite e monte aqui no site a sua lista de enxoval personalizada, que já sai com as quantidades por tamanho, e a lista de chá de bebê, com o nome do bebê no convite. A loja fica na Rua Maylaski, 28, no Centro de Sorocaba.
Sobre quem escreve
Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.
