Gestante em casa segurando a barrigaGravidez

Terceiro trimestre: reta final e preparação para o parto

Por Tiemi — consultora de enxoval · 4 min de leitura

Neste post
  1. O que acontece com o corpo
  2. O sono fica difícil
  3. As contrações de treinamento
  4. Sinais de que o trabalho de parto começou
  5. A rotina de consultas se intensifica
  6. Preparativos práticos
  7. Comida no congelador
  8. Preparação emocional
  9. O cansaço da reta final
  10. Sobre a data prevista

O terceiro trimestre começa por volta da vigésima oitava semana e vai até o nascimento. É o período em que a gestação se torna mais evidente, mais desconfortável e, ao mesmo tempo, mais concreta. O bebê ganha peso rapidamente, o corpo começa a se preparar para o parto e a cabeça se enche de listas, dúvidas e uma expectativa que não sai do pensamento.

O que acontece com o corpo

O crescimento do útero comprime órgãos vizinhos, e daí vêm boa parte das queixas dessa fase: falta de ar, azia, vontade frequente de urinar, dor lombar e dificuldade para encontrar posição confortável. Inchaço nas pernas e nos pés é comum, assim como cãibras noturnas. Os seios podem começar a produzir colostro. Nada disso é sinal de problema, mas tudo isso merece ser mencionado nas consultas.

O sono fica difícil

É quase uma ironia: o corpo pede descanso justamente quando dormir vira um desafio. A barriga limita as posições, a azia piora deitada, o bebê se mexe à noite e as idas ao banheiro se multiplicam. Travesseiros entre os joelhos e sob a barriga, cabeceira elevada, refeições mais leves à noite e concentrar a hidratação durante o dia costumam ajudar bastante.

As contrações de treinamento

A partir dessa fase, muitas mulheres percebem contrações irregulares, indolores ou pouco doloridas, conhecidas como contrações de Braxton Hicks. Elas endurecem a barriga por alguns segundos e passam, sem ritmo e sem intensificação. São diferentes das contrações de trabalho de parto, que se tornam regulares, mais frequentes e progressivamente mais fortes.

Sinais de que o trabalho de parto começou

Vale conhecer os principais: contrações que se tornam ritmadas e aumentam em intensidade e frequência; perda do tampão mucoso, que pode acontecer dias antes; e rompimento da bolsa, com perda de líquido claro. Qualquer sangramento vivo, perda de líquido, diminuição importante dos movimentos do bebê, dor de cabeça forte, alterações visuais ou inchaço súbito exigem contato imediato com a equipe.

A rotina de consultas se intensifica

O acompanhamento fica mais frequente nesse período, geralmente quinzenal e depois semanal. É quando se avalia posição do bebê, crescimento, líquido amniótico e condições maternas. Também é o momento de conversar em detalhe sobre o parto: preferências, cenários possíveis, o que acontece em cada situação e quando procurar a maternidade.

Preparativos práticos

A lista da reta final é razoavelmente objetiva. Mala da maternidade pronta por volta do oitavo mês. Enxoval lavado e guardado. Berço montado e quarto organizado. Cadeirinha do carro instalada e testada. Documentos separados. Trajeto até a maternidade conferido, incluindo por onde entrar de madrugada. Rede de apoio combinada: quem fica com filho mais velho, com pet, com a casa.

Comida no congelador

Um preparativo que quem já passou por isso sempre recomenda: cozinhar e congelar refeições nas últimas semanas. Nos primeiros dias em casa com um recém-nascido, ninguém tem tempo nem disposição para preparar comida, e alimentar-se bem faz muita diferença na recuperação e na amamentação. É o presente mais útil que alguém pode dar, também.

Preparação emocional

Além das listas, vale reservar espaço para o que não é logística. Conversar sobre medos do parto, sobre expectativas da maternidade, sobre como o casal vai se organizar. Cursos de preparação para o parto ajudam a reduzir a ansiedade porque transformam o desconhecido em processo conhecido. E vale combinar com o acompanhante, com antecedência, qual será o papel dele.

O cansaço da reta final

Perto do fim, é comum surgir uma impaciência intensa, uma vontade de que acabe logo. Isso é absolutamente normal e não significa falta de amor pelo bebê. O corpo está pesado, o sono está ruim e a espera é longa. Reduzir compromissos, aceitar ajuda e diminuir as próprias exigências é a atitude mais sensata das últimas semanas.

Sobre a data prevista

Vale lembrar que a data provável do parto é uma estimativa, não um compromisso. A maior parte dos nascimentos acontece em uma janela de algumas semanas em torno dela, e passar da data sem que nada aconteça é comum. Manter o acompanhamento em dia e seguir as orientações da equipe é o que garante que tudo está sendo monitorado.

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação médica. Procure imediatamente a maternidade diante de qualquer sinal de alerta.

Sobre quem escreve

Consultora de enxoval da Loja Tiemi, em Sorocaba. Desde 1984 a loja ajuda famílias a montar o enxoval do bebê — já foram mais de 15 mil enxovais montados.

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